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Nos últimos anos, a participação de jovens tem aumentado notavelmente na discussão sobre questões como a Dignidade Humana e os Direitos humanos que são inerentes a ela; bem como a valorização de instituições e valores como democracia, segurança e certeza econômica. Os jovens desejamos pleno desenvolvimento no hemisfério e pleno respeito por nossas liberdades e instituições democráticas. Por isso, conscientes da importância de nossa participação na construção do presente e do futuro reivindicada pela nossa geração, emitimos a seguinte declaração:

DECLARAÇÃO DA JUVENTUDE 2019,
Sobre princípios e valores, para um futuro melhor na América e no mundo

    RECORDANDO que os países das Américas devem afirmar e orientar suas ações à luz da Carta Democrática, bem como comprometer-se com a promoção e o respeito aos direitos humanos;

    LEVANDO EM CONTA que o compromisso com a sociedade, o meio ambiente e a economia deve ser primordial para gerar conscientização, cuidado, respeito e iniciativa de ação para preservar o lugar onde vivemos;

    REAFIRMANDO a importância da promoção, defesa e respeito dos direitos humanos - desde a concepção e até a morte natural - em todo o mundo, e que a fonte última destes não está na mera vontade do povo, na realidade do Estado ou nos poderes públicos, mas na dignidade de todo ser humano. Todo esforço deve ser feito para que o seu respeito por todos seja devidamente assegurado e fomente a complementaridade recíproca entre direitos e deveres, evitando a todo custo a politização e ideologização dos mesmos;

    ASSUMINDO as diferentes prioridades e desafios que cada país tem em relação à segurança e que a "Declaração sobre Segurança nas Américas" reconhece uma ampla gama de ameaças, dividindo-as em várias categorias que abrangem os interesses de cada governo; é importante encontrar os elementos compartilhados pelos países do hemisfério e viabilizar a construção da agenda de políticas de segurança e defesa, órgãos de segurança pública e sistemas políticos;

    RECONHECENDO que deve ser exigido que cada instituição pública se encarregue de suas faculdades sem se exceder, seguindo o princípio da legalidade e sem interferir indevidamente ou excessivamente nos assuntos privados da sociedade ou dos corpos intermediários;

    OBSERVANDO que a democracia precisa de instituições fortes e que a separação de poderes em alguns Estados do continente está em jogo devido ao ativismo judicial e, em outros, ao crescimento excessivo do poder executivo. É necessário revalidar o valor da divisão de poderes e da democracia representativa e participativa, que é o que permitiu dar estabilidade e, consequentemente, crescimento econômico e social aos nossos Estados. Os poderes executivo, legislativo e judicial devem, portanto, estar sujeitos à Constituição de seus respectivos países e respeitar o estado de direito;

    RECONHECENDO que devem ser respeitados o princípio da subsidiariedade e a soberania dos Estados, evitando a interferência indevida de organizações internacionais, tanto de caráter universal como regional, nos assuntos internos dos Estados. Particularmente naquelas questões que estão no coração cultural e social dos mesmos, e que minam sua identidade e tradição; e em que os organismos internos estão melhor posicionados para decidir.

    RATIFICANDO que devem ser desenvolvidas estratégias para fortalecer os vínculos e valores da família, levando em conta suas tradições e a consolidação de uma confiança que serve como medida para combater os ataques a essa instituição como núcleo e pilar da sociedade;

    AFIRMANDO que deve ser reconhecida a importância da família do ponto de vista econômico, social, cultural e político; sob o perigo de destruir essa instituição e sofrer as consequências negativas que podem ser geradas em todas as áreas da sociedade;

    CONSCIENTES de que a chave para a inovação nas nações é dar destaque ao papel dos jovens; para o qual é necessário investir em educação e novas tecnologias que lhes ofereçam melhores oportunidades para desenvolver novas ideias, projetos sociais e de negócios;

    REAFIRMANDO que os jovens exigem dos nossos Estados a garantia dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho (através da promoção do emprego juvenil), à liberdade religiosa e de consciência, de modo a garantir o desenvolvimento integral de nossa geração;

    RECONHECENDO o direito e a importância da participação ativa dos jovens nas esferas política, econômica e social de nossos países e reafirmando nosso compromisso de combater a pobreza, a fome e a exclusão social e de promover a coesão social e a solidariedade para melhorar as condições de vida dos nossos povos;

    GUIADA pelos princípios do bem comum, subsidiariedade e solidariedade, promoção da participação, promoção do princípio da legalidade, busca da verdade, liberdade, justiça e paz, é elaborado um decálogo do que a juventude do mundo e particularmente das Américas, consideramos necessário para alcançar um futuro melhor na região:

    ✓ RECONHECEMOS como na "Declaração de Medellín" 2008, o potencial dos jovens como portadores de princípios e valores, com capacidades e habilidades que têm a possibilidade de incidir na construção de sociedades mais livres e democráticas.

    ✓ CONSIDERAMOS que a família, como núcleo e base da sociedade, deve ser reconhecida como a origem da educação e promovida como a melhor política de educação e cidadania; portanto, é essencial formular políticas públicas com perspectiva familiar para consolidar o bem-estar e o desenvolvimento do continente. Ter famílias sólidas nos levará a ter cidadãos e sociedades fortes;

    ✓ EXHORTAMOS um compromisso real com o desenvolvimento econômico da região, procurando apoio para áreas menos desenvolvidas, a fim de torná-las autossuficientes e empreendedoras e não dependem da implementação de programas de assistência social que possam ser usados com fins ideológicos ou controle político;

    ✓ FAZEMOS UM CHAMADO para que a democracia seja impulsada através da promoção e do respeito de valores como justiça, equidade e liberdade, através de mecanismos de participação que envolvam organizações da sociedade civil desde todas as perspectivas, sem o preconceito ideológico que é desconhece a opinião das maiorias e cria benefícios para uma pequena parcela da população;

    ✓ CONFIRMAMOS que a grande crise de segurança no Hemisfério se deve a fatores facilmente identificáveis como: corrupção, tráfico de drogas e regimes autoritários; e que somente através de verdadeiros esforços conjuntos somos capazes de fazer frente a essas conjunturas através de mecanismos inovadores que fortalecem o multilateralismo hemisférico.

    ✓ RECONHECEMOS que não pode haver crescimento econômico, nem democracia real, sem instituições intermediárias fortes. Os graves problemas dos direitos humanos, da democracia e da estagnação econômica se devem ao fato de termos esquecido o valor de instituições como a família, a empresa, a igreja e outras que compõem o tecido social;

    ✓ AFIRMAMOS que o respeito pelos direitos humanos como o mínimo necessário para a vida digna de todos os homens é desde a concepção até a morte natural; sem imposições ideológicas ou agendas que em vez de proteger vulneram a coexistência saudável;

    ✓ EXORTAMOS que sejam assumidos compromissos firmes para promover ações que garantam a observância dos direitos humanos dos jovens migrantes, jovens com deficiência, jovens com gravidezes em crise, jovens em situação de pobreza ou quaisquer outros condição de vulnerabilidade. Renovando a apreciação pela vida, maternidade e paternidade, superaremos a inércia da violência, morte e discriminação que afligem nossa região.

    ✓ OBSERVAMOS que a cooperação internacional está em jogo hoje; o cidadão não percebe o bem que essas estratégias geram, de modo que os líderes internacionais precisam uma maior conexão com as necessidades reais dos cidadãos de seus países, deixando de lado as afinidades ideológicas com alguns grupos;

    ✓ CONVIDAMOS a realizar ações de impacto social para favorecer e proteger o meio ambiente em cada um dos países da região, e sancionar e reparar a falta de atendimento. Que pessoas de todas as idades assumam a responsabilidade de construir um futuro sustentável para todas as gerações, da perspectiva de uma ecologia integral.

Por um futuro melhor para a América, com pleno respeito pelos Direitos humanos e pela Dignidade Humana.

Cidade de Bogotá, 5 de abril de 2019.

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